Para você, que é feito de estrelas

Eu mal sei seu nome e, no entanto, já me pego escrevendo para você. Talvez seja tolice, um devaneio de quem sente demais, mas desde que te vi, alguma coisa no meu peito acendeu. Não foi um incêndio avassalador, nem um trovão cortando o céu — foi algo mais sutil, como a luz da lua tocando o oceano, como o brilho tímido das primeiras estrelas quando o dia se despede.

Seus olhos… Ah, seus olhos. É como se o próprio universo tivesse guardado ali suas constelações mais bonitas. Eu me perco neles, e nem me importo em encontrar o caminho de volta. Você carrega um silêncio que fala, um mistério que não assusta, mas convida. Quero decifrar você, traçar mapas sobre sua pele e seguir cada caminho que leva à sua essência.

Ainda somos estranhos, mas sinto que, de algum jeito, já te conheço. Talvez seja o destino brincando comigo, talvez sejam só os astros alinhados de uma maneira que nunca saberei explicar. Só sei que, desde que nossos olhares se cruzaram, a noite pareceu mais infinita, como se o tempo tivesse parado para nos dar esse instante.

E se eu te dissesse que há algo de mágico nisso tudo? Que a lua tem ciúmes porque, mesmo sendo tão perfeita, nunca poderá tocar as estrelas que você carrega nos olhos? Não sei o que o futuro nos reserva, mas, por agora, deixo essas palavras flutuando no espaço entre nós, como estrelas à espera de serem descobertas.

Com um coração que já pulsa na sua órbita,
Alguém que se encantou por você.

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