O LAMENTO DA MÃE TERRA
Ah, Terra,
Tão machucada,
Vejo em teus olhos o cansaço
E em tua alma a desilusão calada.
Teus rios choram,
Teus ventos clamam,
Teu solo ferido
Grita por quem te ama.
E o homem, teu filho ingrato,
Toma de ti sem hesitar,
Rasga-te o peito,
Deixa-te a sangrar.
Mas ainda há esperança,
No broto que insiste em nascer,
No canto dos pássaros,
No céu que começa a arrefecer.
Ah, Terra, perdoa-nos,
Por nossas feridas sem cura,
Prometemos cuidar de ti,
E honrar tua bravura.
Uma poesia de difelipes
Comentários
Postar um comentário