meu caminho de volta para casa
Se você vir um cometa, talvez eu esteja nele, cruzando os céus, distante e misterioso, mas sempre buscando meu caminho de volta para casa. E, nesse instante, ao erguer os olhos para o infinito, peço que você se lembre: às vezes, tudo que precisamos é seguir em frente, mesmo que o caminho pareça feito de escuridão.
Eu sempre me perguntei se o lar é um lugar ou uma sensação. Você já sentiu isso? Aquele aperto no peito, aquele sussurro interno que diz que algo maior está te chamando? É como se a gravidade de um sonho esquecido tentasse me puxar de volta. Eu sigo, mesmo que a rota seja incerta, mesmo que a distância pareça infinita. Porque, no fundo, acredito que a jornada em si também é casa, e que cada estrela que ilumina o caminho me molda um pouco mais.
Mas sabe, há algo curioso sobre cometas. Eles aparecem rápidos, intensos, e, antes que possamos nos acostumar com sua presença, desaparecem novamente. Talvez eu seja assim também. Talvez você seja. Passamos pela vida de outras pessoas deixando rastros de luz e pedaços de nós mesmos, na esperança de sermos lembrados, mesmo quando não estamos mais lá.
E ainda assim, a promessa permanece: eu voltarei. Nem que seja para lembrar a mim mesmo de onde vim, do que me fez, de quem eu sou. E você? Qual é o cometa que te guia de volta para casa?
Uma prosa de difelipes
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