Asas Partidas, Voz Eterna

Uma poesia de difelipes


Te machucaram.

Arrancaram a força tuas pernas,

Estraçalharam tua alma.

Quebraram tuas asas

E não conseguistes mais voar.

O que resta agora a você

É cantar.


Cantar tua dor,

Teu sofrimento,

As lembranças do céu

Que um dia foi teu.

Nas notas tristes do vento,

Teu canto se espalha,

Como lamento,

Como batalha.


Canta a liberdade perdida,

As árvores que não mais verás,

Os voos que ficaram nas sombras,

Os sonhos que não voltarão jamais.


Mas mesmo em tua dor,

Há quem escute teu clamor.

A floresta chora contigo,

E os rios levam teu amor.


E um dia, arara azul,

Mesmo que não consigas voar,

Teu canto será ouvido,

E a liberdade voltará a brotar.


Pois, mesmo sem asas,

Teu espírito é livre.

E enquanto houver 

quem cante,

A esperança sobrevive.


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