Vinte e Tantas Primaveras

Vinte e tantas primaveras se passaram,
O passado me ofertou histórias,
O presente revelou verdades,
E o futuro... bem, o que trará?

Vinte e tantas primaveras,
Permissão para florescer.
Em momentos, murchar,
Noutros, renascer.

Vinte e tantas primaveras,
Que trouxeram experiências:
Vivências, convivências,
Ciclos que se abriram e se fecharam,
Lapidando quem hoje sou.

Primaveras que me ensinaram a aplaudir,
Com a alma.
Que seguraram minha mão na queda,
E me ergueram quando precisei.

Mamãe e papai, meus melhores amigos,
E desse elo eu não abro mão.
Irmãos, alicerces na solidão,
Minha família, o alpendre da minha história.

Manoel Bentevi, que em mim plantou o dom de escrever,
Meu bisavô, eterno nas hilárias histórias que semeou.

Vovô Moreira, que me apresentou os sorrisos mais lindos,
E vovó do Carmo, que nunca retirou meu nome das orações.

Vinte e tantas primaveras,
O solo onde firmo meus passos,
O ar que invade meus pulmões,
O calor que me aquece,
A água que me renova.

Vinte e tantas primaveras,
E a Ele eu agradeço.


difelipes

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